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quinta-feira, 24 de maio de 2012

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL- ASSINTRAF RUMO AO RIO + 20

Elias Mattos de Lima e Carlos Cesar da Silva da Assintraf de Reserva na APP Sindicato de Curitiba onde foi discutido políticas públicas para as bases sindicais nos municípios.


Aconteceu na sede a APP Sindicato em Curitiba no dia 22 de Maio um Seminário o qual contou com a presença dos diretores da FETRAF/SUL-CUT e ASSINTRAF; senhores Carlos Cesar da Silva e Elias Mattos de Lima. Com intuito de colaborar mais na atuação de políticas públicas a serem implementadas para suas bases sindicais nos municípios, como também representar a Federação FETRAF/SUL – CUT, a qual somos filiados.
Tal mobilização contou com a presença de centenas de lideranças envolvendo vários municípios do Estado do Paraná tendo por objetivo confeccionar um documento para embasamento de projetos ambientais sustentáveis, a serem implementados no Brasil para os próximos anos, e, nós, enquanto, organização sindical, pudemos colaborar para elaboração de um documento a ser apresentado o Evento que será realizado no Rio de Janeiro. Evento esse, denominado, RIO+20, “Por um desenvolvimento Sustentável”. Menciona Elias Mattos de Lima a respeito do tema: Para os Campos Gerais e, principalmente os municípios base de atuação da Fetraf/Sul-CUT, a representatividade sindical além informar, traz consigo um grande avanço em relação ao compromisso social, ambiental, como, também a expectativa de projetos transformadores para o setor rural agrícola .”

ELIAS MATTOS DE LIMA
COORDENADOR. FETRAF/SUL CAMPOS GERAIS.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

PROFESSORES MUNICIPAIS CONSEGUEM ‘’VITÓRIA’’ EM REUNIÃO ATIPICA DA CÂMARA


De preto à esquerda  a representante da APP/ Alan Prodelik
Após fazerem paralisações na última terça-feira (24), educadores da rede municipal estiveram presentes na reunião da Câmara Municipal na noite de ontem (26). Com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), para explicar os motivos da revolta dos professores e exigir o cumprimento da Lei Federal 11738 de 16 de julho de 2008, que estabelece Piso Salarial Nacional, Hora Atividade de 33% e outras questões. A Prefeitura Municipal tem até três de julho para o reajuste, caso contrário irá para a justiça.

A secretária de municípios da regional de Ponta Grossa, Maria Rosely de Col, foi chamada ao plenário para discursar por dez minutos. Vários professores e funcionários públicos de outros setores  estavam presentes, número de pessoas que praticamente lotou o lugar.
A representante logo entregou aos vereadores uma carta de resposta às declarações do prefeito Frederico Bittencurt  Hornung, que na rádio comunitária disse na última segunda-feira (23), não houve dialogo entre ele o sindicato.

‘’Quero deixar com os senhores vereadores uma cópia da resposta ao gestor municipal que disse na rádio, que a APP sindicato nunca tinha  procurado para obter diálogo. Desde que nós viemos ao município de Reserva, não fazemos outra coisa, há não ser protocolar pedidos de reunião. Nós protocolamos no dia seis do doze desse ano, um pedido de oficio para reajuste do Piso Salarial’’, argumenta.

Após explicar ponto por ponto das revindicações e esclarecer que todos os municípios da região já estão pagando o salário exigido na lei, que obriga a partir deste ano, um reajuste de 22,22% totalizando R$ 725 por 20 horas e R$ 1.451 pelo dobro. Esse valor deve ser incluído no Plano de Carreira além de bônus  aos profissionais que fizerem especializações.


''O Objetivo da ação que integrou a mobilização foi a defesa da Aplicação do Piso Salarial Profissional Nacional [PSPN] no vencimento inicial da carreira implantação da hora-atividade como define a Lei do Piso [um terço da jornada]; retroatividade no pagamento do PSPN a partir do mês de janeiro de 2012 (artigo 5º da Lei nº 11.738/2008).
E principalmente, cobrar respeito para com a categoria, além de condições dignas de trabalho'', reitera De Col.

O valor mínimo de R$ 725 já deve valer para o nível inicial que corresponde ao magistério. O atual mínimo é R$ 594.

Segundo a APP, a Hora Atividade, que é o tempo destinado aos professores para corrigir provas  e preparar aulas em Reserva não chega a 20%.

Apoios e aplausos

O presidente municipal da APP Tércio Alves Nascimento também falou no plenário, a pedido de Maria Rosely. Ele falou  da ‘’tristeza’’ de que muitas classes precisam recorrer  por esses meios para serem ouvidos pelos políticos e governos. ’’Não estamos aqui mendigando nada, mas sim ter o que é nosso por direito’’, disse.

Ele aproveitou para mostrar a oportunidade que Reserva está tendo para mudar a mentalidade e repensar a educação. ‘’Nós temos aqui uma grande chance de repensar como que tratamos a educação aqui. Qualquer professor sabe que temos um trabalho árduo, e que muitos não compreendem. Somos talvez a única profissão que leva trabalho pra casa mesmo. Muitos riem: vocês têm os sábados, feriados e recessos para descansar, mas vai e vê se os professores no fim de semana não estão corrigindo provas, preparando conteúdos, principalmente agora em fim de bimestre, não é mesmo professores?’’.

O vereador José Cincinato Aires Correa, o Dr. José, arrancou os aplausos dos professores após defender que se cumpra a lei. ‘’Eu quero aqui parabenizar vocês por essa luta, com isso vai melhorar um pouco o salário de vocês, como disse o professor Tércio um salário pobre, principalmente aqui em Reserva, é uma das cidades  que pagam menos aos nossos profissionais. Vivem mendigando, pois ganham pouco e ainda é desunido. Os professores não brigam unidos, infelizmente. Aqui em Reserva fiquei sabendo que muitos diretores proibiram a ida de professores, ainda vivemos no tempo da chibata, o medo de revindicar precisa acabar. Vocês estão de parabéns’’, falou  e depois muitos aplausos do pessoal presente.

Situação semelhante aconteceu com os vereadores Luiz Carlos Neves e Alisson Martins que falaram do erro em nãodar o aumento aos servidores correspondente ao mínimo nacional, e questionaram a escolaridade de quem cuida da área da educação. ’’ Acho injusto apenas 6%. Vão ao mercado pra ver as coisas encareceram. A pessoa não está conseguindo se sustentar. Peguem o aumento do salário mínimo que foram 17% e aqui estamos autorizando um aumento de apenas seis. Eu sou a favor de acompanhar o salário mínimo nacional’’, disse Luiz Carlos.
Sobre a educação, Ele prosseguiu. ‘’Ele chamou vocês professores de burros. O que deve fazer são mais cursos, mas quem bota carteira e quadro pra dar aulas não é ele. O concurso público não é ele que fiscaliza? Ele está fiscalizando mal. Gostaria de saber a escolaridade da esposa [do prefeito] tem, e quanto ela ganha por mês. Deve ser em torno de quatro mil reais’’, disse.

‘’O prefeito é analfabeto de pai e mãe, apurado fez a quarta série. Ele tem faculdade, universidade, tem tudo’’, ironizou Alisson. Depois recebeu palmas do público..

Uma decisão em assembleia sairá semana que vem sobre os novos rumos do manifesto caso o prefeito não aceite pagar.

terça-feira, 24 de abril de 2012

‘’PROFESSOR NA RUA, PREFEITO A CULPA É SUA’’, DIZEM EDUCADORES MUNICIPAIS; CARREATA ENCERRA PROTESTOS


Manifesto terminou com carreata pelas ruas da cidade/ Alan Prodelik
Atualizado às 22h31
As declarações do prefeito Frederico Bittencurt Hornung, o Neto, não foram suficiente para acalmar os ânimos dos professores municipais. Foi  decidido em assembleia  realizar duas paralisações, ao contrário de apenas uma como foi divulgado. Apoiados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP), na manhã e tarde de hoje protestaram na Praça da Matriz com faixas, bandeiras, palavras de ordem, discursos e carreata pela Avenida Coronel e as  ruas em volta finalizou a revolta.

Os educadores que aderiram à paralisação dispensaram os alunos. Os que moram no interior tiveram que ficar na escola à espera dos ônibus.



O movimento tomou força no segundo ato, às 16h. Liderados por Tércio Alves do Nascimento, representante municipal da APP, com uso de megafone, como fez a presidente regional do sindicato Vera Rosi Campos pela manhã, ele explicou por diversas vezes as razões da paralisação. ’’Nós não estamos aqui para fazer baderna, como muitos estão dizendo por aí. Estamos buscando nossos direitos. Um professor bem remunerado, com tempo para preparar as aulas, ele trabalha com vontade e consequentemente, vai melhorar a educação de vossos filhos. Queremos o que está na lei [federal] seja cumprida aqui em Reserva, é um direito nosso’’, fala.

Para fechar o manifesto, uma carreata foi organizada. Com buzinas e gritos, os educadores passaram por pontos como a Prefeitura Municipal, delegacia, rodoviária e à casa do prefeito Neto. Foi encerrado na Praça da Matriz, o local da dispersão.

Mais cedo 

Presidente da APP Ponta Grossa em discurso pró-professores/ Alan Prodelik
A presidente da APP de Ponta Grossa, Vera Rosi, argumentou da falta de dialogo que o sindicato está tendo com o governo municipal. ‘’Em nível estadual as negociações estão bem adiantadas, mas em alguns municípios, principalmente aqui em Reserva, a gente não tem avançado. O que nós temos conseguido em relação às revindicações da categoria, é via justiça. Pois infelizmente, o gestor municipal não debate, atende, conversa e não negocia. Essa atividade é pra contar para a sociedade qual é o tratamento que o gestor municipal dá para a educação. Nós já tentamos todo tipo de negociação e não conseguimos’’, explica ela.
Professores municipais com apoio da APP protestam/ Foto Alan Prodelik

Os professores escreviam frases nos veículos que paravam, entre eles do vice-prefeito municipal Aleixo Lopata e dos  vereadores  Wilson de Holliben e Allisson Martins que aceitaram. Entre os discursos, gritos incentivos chamaram a atenção de quem passava pelo local. ‘’Professor na rua, prefeito a culpa é sua’’, diziam em tom exaltado os manifestantes.

Segundo a APP, nos 16 municípios que a regional de Ponta Grossa atende, a situação mais delicada é em Reserva. ‘’Nós temos 50% desses lugares filiadas à APP, em todos esses já conseguimos avançar, inclusive com o Piso Nacional e eleições para diretores, que reza a lei. Somente aqui em Reserva nós não conseguimos avançar’’, conclui.

As principais revindicações são Piso Salarial Nacional [Lei Federal 11738 de 16 de julho de 2008] e a Hora Atividade de 33%.